Histórias de trabalho
Todas as histórias de trabalho, na ordem em que as empresas autorizaram a publicação.

A tarefa, o que fizemos, o que ficou com a empresa
Relatos curtos de quem passou pelo levantamento, publicados com autorização de cada empresa.
- Marlene A. · rede de materiais de construção
Três lojas contando estoque em cadernos diferentes.
O que fizemosInventário das planilhas, entrevistas no balcão e regras de cadastro de produto.
O que ficouUma tabela única de produtos e a lista do que cada loja deixa de anotar à mão.
- Otávio R. · transportadora
O mesmo frete digitado quatro vezes até chegar ao relatório do mês.
O que fizemosMapa do caminho dos dados com cada ponto de redigitação marcado.
O que ficouO mapa impresso na parede da sala e duas passagens eliminadas logo na primeira etapa.
- Sandra L. · clínica veterinária
Agenda em caderno, fichas de animais em pastas e retorno controlado em planilha.
O que fizemosLeitura das três fontes e redação dos requisitos do sistema futuro.
O que ficouA lista de requisitos que a clínica usou para conversar com fornecedores sem depender do que cada um mostrava na tela.
- Jurandir P. · indústria de embalagens
Cadastro de clientes com o mesmo nome escrito de cinco jeitos.
O que fizemosRegras de cadastro e limpeza acompanhada pela equipe interna.
O que ficouUm documento de duas páginas que o time consulta ao abrir cadastro novo.
- Neusa F. · escola de idiomas
Matrículas no papel e frequência em planilha que ninguém fechava.
O que fizemosEntrevistas por função e desenho da rotina da secretaria.
O que ficouUma rotina semanal escrita, com dono e prazo em cada linha.
- Adilson C. · distribuidora de peças
Um módulo do sistema contratado havia dois anos e nunca ligado.
O que fizemosInventário de sistemas e leitura do que aquele módulo já resolvia.
O que ficouA decisão de ligar o módulo antes de procurar qualquer sistema novo.
- Rosimeire T. · gráfica
Pedidos combinados por telefone e anotados em blocos soltos.
O que fizemosVisita de reconhecimento e mapa do caminho do pedido.
O que ficouUm formulário único de pedido e o desenho de quem o recebe em cada turno.
- Valter M. · cooperativa agrícola
Duas planilhas de associados mantidas por setores diferentes.
O que fizemosDescoberta de quem era dono de cada planilha e uma conversa entre os dois setores.
O que ficouUma planilha só, com dono nomeado e regra de atualização semanal.
Seis dúvidas que chegam antes da visita de reconhecimento
Respostas diretas, sem prometer nada além do que entregamos em papel.
Vocês desenvolvem o sistema?
Não. Não escrevemos programas e não revendemos licença de ninguém. O que fazemos é escrever o que a empresa precisa que um sistema faça, em uma linguagem que serve para conversar com qualquer fornecedor — e ajudar a ler as respostas que chegarem.
Precisamos parar a operação durante o levantamento?
Não. As entrevistas são marcadas nos horários que cada área indica, e a visita de reconhecimento acompanha o trabalho normal, sem interromper atendimento.
Quem participa do lado da empresa?
Uma pessoa por área que preencha as planilhas no dia a dia e alguém da direção para decidir o que entra no plano. Cada pessoa é entrevistada uma vez, em conversa de quarenta minutos.
E se a empresa não tiver sistema nenhum?
É o caso mais comum aqui. O levantamento funciona igual: em vez de ler telas, lemos cadernos, blocos de pedido e planilhas.
O plano serve se depois mudarmos de ideia?
O plano é por etapas justamente por isso. Cada etapa é fechada em si, e a ordem pode ser revista na reunião de encerramento de qualquer uma delas.
Vocês assinam termo de sigilo?
Assinamos antes da primeira visita. O material que sai da empresa fica restrito às pessoas nomeadas no termo.
Comece pela planilha que mais dá trabalho
Conte qual tabela sua equipe mantém à mão hoje e quem a preenche. Na primeira conversa dizemos o que dá para observar nela e o que precisaria ser lido de perto.